O vigilante aposentado Tarcísio de Oliveira, 45 anos, estendia roupas no quintal do vizinho, quando foi assassinado a tiros, por volta das 7h30 de ontem, em Fazenda Rio Grande.

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Embora estivesse armado com um revólver, o homem não teve chance de reação e, baleado pelas costas, morreu na hora. O crime aconteceu na Rua Rio Mandaçaí, próximo à esquina com a Rua Rio Açungui, Jardim Iguaçu. O criminoso levou a arma da vítima e fugiu sem ser identificado.

A esposa de Tarcísio contou que ele acordou cedo e foi ajudá-la a pendurar roupas no varal. Como não havia espaço em casa, o casal costumava usar o quintal do vizinho.

Foi lá que Tarcísio foi surpreendido pelo assassino, que atirou nas costas do aposentado. Depois acertou tiros na cabeça e na nuca da vítima. Tarcísio não percebeu a chegada do bandido e morreu com os prendedores de roupa nas mãos. Segundo a perícia, a arma usada no crime foi uma pistola calibre 380.

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Armado

Por ter sido vigilante, Tarcísio costumava andar armado, conforme relatado por sua mulher. Anteriormente, ele já havia sido baleado durante um assalto, o que o deixou ainda mais apegado ao revólver. “A arma era a bíblia dele”, disse a esposa. A suspeita é que o autor tenha roubado o revólver da vítima.

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O motivo do crime ainda não foi desvendado pela polícia. “É possível que tenham matado o aposentado para roubar sua arma”, disse o soldado Ricardo, do 17.º Batalhão da Polícia Militar.

Porém, investigadores da delegacia de Fazenda Rio Grande relataram que também existe a possibilidade que o homem tenha sido executado por outro motivo, e que o autor tenha aproveitado para levar o revólver. “Ainda é cedo para afirmar alguma coisa”, afirmou o superintendente da delegacia, Gerson Camargo.