O assassinato do capitão bombeiro Mauro Marques Júnior, 40 anos, ou capitão Marques, como era mais conhecido, pode ter sido vingança. Pelo menos essa é uma das hipóteses que a polícia está trabalhando a partir de algumas informações obtidas nas investigações. Segundo o delegado Rubens Recalcatti, titular da Delegacia de Furtos e Roubos, há cerca de dez meses o bombeiro socorreu uma mulher que teve a bolsa furtada perto do local do crime. Dois menores que cometeram o delito foram agarrados pelo capitão, mas nenhum deles foi detido. “Não descartamos a hipótese de vingança por parte desses ladrões”, disse o delegado.

O bombeiro foi baleado ao atender a um chamado no portão de sua casa, na Rua Raul Joaquim Quadros Gomes, Tarumã, às 19h30 de sexta-feira. Mesmo ferido, ele ainda tentou procurar ajuda, telefonando para o 190, mas morreu dentro de casa. Pelas primeiras informações, Marques havia recém-chegado na residência e esperava pela esposa. A campainha ou um chamado vindo da rua fez com que o bombeiro fosse até o portão. Lá, recebeu um tiro no peito, de revólver calibre 38, e tentou chegar ao telefone. O disparo partiu de cima para baixo, conforme apontou mais tarde a perícia. Segundo o aspirante Souza, do Regimento de Polícia Montada, RPMont, seriam dois os assassinos.

Xingamento

O delegado Rubens Recalcatti, da Delegacia de Furtos e Roubos, levantou que os dois bandidos nada levaram da casa e que, antes do disparo, teria sido ouvido um grito de alguém xingando outra pessoa. O berro teria partido do próprio capitão, que disse: “O que vocês estão fazendo aqui?”. Na fuga, um dos bandidos passou por um vizinho da vítima e ainda falou: “Não é nada com você, magrão”, conforme informou o delegado. Eles aparentavam ter menos de 20 anos, estatura média e um deles vestia um moletom escuro.

O crime passa a ser investigado pela Delegacia de Homicídios.