Foto: Daniel Derevecki/Tribuna

Os cabelos da mulher morta ficaram grudados nos trilhos.

O corpo mutilado de uma mulher foi encontrado no início da manhã de ontem, à margem da linha férrea que divide a Vila Iguape I, no Boqueirão, com o Parque Náutico. Braços, pernas e pedaços de massa encefálica ficaram espalhados num raio de 50 metros distante do corpo. Nenhum documento que pudesse identificar a vítima foi localizado por guardas municipais que prestaram atendimento à ocorrência. Horas mais tarde, um parente fez o reconhecimento do que sobrou do corpo no Instituto Médico Legal. Trata-se de Flávia Michele Sippel, 26 anos, uma garota de programa, viciada em drogas há 5 anos, e que possivelmente foi morta por traficantes.

Pelos levantamentos realizados pela Guarda Municipal, a mulher foi morta em uma valeta que beira a Rua Dr. Laurindo de Brito. Por volta das 3h30, vizinhos contaram ter ouvido gritos de ?pára, pára?, mas, com medo, não saíram de suas casas para verificar o que estava acontecendo.

Na valeta ficaram marcas de sangue e roupas que indicam ter o assassinato sido cometido ali. Após a morte, a garota foi colocada, sem roupa, sob os trilhos da linha férrea. A intenção desse ato foi dificultar a identificação da vítima, segundo a polícia.

O corpo foi mutilado e pedaços ficaram espalhados à margem da ferrovia.

O matador ou matadores tiveram o cuidado de encobrir partes do corpo com filetes de madeira. Conforme os guardas municipais Rafael e Antônio Ferreira, foi repassada a informação de que o autor do crime seria um homem conhecido por ?Leleco?, um traficante da região. Inclusive, essa seria a terceira mulher assassinada pelo traficante.

Os investigadores da Delegacia de Homicídios, Lima e Dias, estiveram presentes no local para recolher informações.