Uma briga entre parentes resultou na morte de Robson Resende da Silva, 24 anos, o "Marrom", na tarde de ontem, em Piraquara. O morto – que era conhecido da polícia e apontado como autor e participante de pelo menos três assassinatos naquela região – recebeu sete tiros, ao chegar na casa do tio de sua mulher, na Rua João Dowepoli, Jardim Guarituba. Ele foi levado ao hospital, em Pinhais, mas não resistiu. De acordo com o superintendente da delegacia de Piraquara, Valdir Bicudo, a vítima era temida no bairro onde foi morta e mantinha ligações com o tráfico de drogas.

No local do crime, os investigadores Paredes e Socol descobriram que, no início da tarde de ontem, João Antunes e sua esposa tiveram uma discussão feia e iniciaram uma briga. "Marrom" – tido como o "manda-chuva" da região – foi chamado por sua mulher (Denise) – que é sobrinha de João – para solucionar a situação.

Sabendo da fama de matador de "Marrom" e prevendo uma retaliação, João Antunes se armou com uma pistola e ficou à espera.

Tiros

Ao chegar na confusão, "Marrom" foi recepcionado com uma saraivada de balas. Conforme os investigadores, sete tiros de pistola calibre 380 acertaram o peito, o pescoço e a cabeça da vítima, que foi encaminhada por populares para o hospital, antes do comparecimento dos socorristas do Siate. O autor dos disparos fugiu e a polícia espera que ele se apresente na delegacia de Piraquara nos próximos dias. "Caso contrário, deverá ser solicitada a prisão preventiva dele pelo delegado Germino Bonfim", afirmou o superintendente.

Familiares da vítima deverão receber intimação para prestar depoimento nos próximos dias e informar outros detalhes sobre o assassinato.

Mortes

Bicudo ressaltou que Robson era apontado como o "terror do Guarituba" e acusado de ter participado da execução de dois vendedores, na metade do ano passado, e também de Luiz Lorenzi, 44 anos, na noite de 19 de dezembro de 2003. Além desses crimes, na delegacia constam boletins de ocorrência acusando o morto de tentativa de homicídio, tráfico de drogas, e cobrança de pedágio junto a comerciantes, mediante ameaças.

Na morte de Lorenzi, "Marrom" teria sido ajudado por outro comparsa apelidado de "Barba". Na época, foi divulgado que um possível acerto de contas, por problemas pessoais ou dívida por tráfico de drogas, teriam motivado o assassinato. Às 20h do dia 19 de dezembro, Lorenzi estava em sua casa, na Rua Amália da Silva, Jardim Guarituba, quando foi chamado no portão. Ao sair da casa foi executado com vários tiros de pistola calibre 380.