Fernandes foi ataído para uma
cilada, em São José dos Pinhais.

O último pedido atendido pelo dono de uma distribuidora de gás foi feito por assassinos. Fernandes da Cruz, 38 anos, levou um botijão até a Rua Paulo Adams Filho, Riacho Doce, em São José dos Pinhais, e foi morto a tiros, embaixo de um poste de iluminação pública, às 19h45 de quarta-feira. Por enquanto a polícia só sabe que foram dois homens que o atacaram, mas os motivos ainda não foram descobertos.

Uma pista colhida pelos investigadores Eliseu e Costa, da delegacia central de São José dos Pinhais, dá conta que dois desconhecidos foram à distribuidora de gás, também localizada no Riacho Doce, e perguntaram se era feita entrega em domicílio. “Cerca de 20 minutos depois, eles receberam a ligação pedindo um botijão”, relatou Eliseu. Sem suspeitar de nada, Fernandes amarrou o botijão na sua motoneta Jog, placa AJS-6582, e rumou em direção à tocaia.

Tiros

Um morador da Rua Paulo Adams Filho disse aos soldados Rui e Marlice, do 17.º Batalhão da Polícia Militar, ter visto Fernandes parar a motocicleta perto do poste de luz e arrumar o botijão. Ele estava em pé, ao lado da motoneta, quando dois homens saíram de um matagal, já armados com pistolas. A vítima teve tempo para tirar o capacete e tentar correr, mas não conseguiu dar mais de 10 passos. A Jog ficou com a chave na ignição e com o botijão ainda amarrado na garupa. Os bandidos fugiram, possivelmente em um Gol branco, que os aguardava.

De acordo com avaliação do perito Victório, da Polícia Científica, Fernandes foi atingido por um tiro na cabeça, outro no ombro, mais um na barriga e três nas costas.