Baleada numa tentativa de assalto no dia 29 de agosto, Maria Inês Terezinha Lacerda Gomes, 34 anos, funcionária do Banco Itaú, em Guarapuava, não resistiu e morreu ontem de manhã no Hospital Vita, em Curitiba. Ela foi atingida dentro de um táxi, na BR-376, por um bando de ladrões que supostamente tinha um informante no próprio banco.

A polícia local apurou que funcionários do Itaú freqüentemente eram destacados para levar malotes com dinheiro e documentos ao posto bancário na Usina Hidrelétrica de Segredo. Às 10h do dia 28, Maria Inês e mais dois funcionários embarcaram no táxi Monza BQJ-1920, de Guarapuava, com destino à usina. No trecho na BR-376, entre Guarapuava e Candói, um grupo de quatro a cinco homens bloqueou a pista e ordenou que o táxi parasse. O motorista não obedeceu e tentou furar o cerco. De imediato, um dos bandidos atirou por trás e acertou um disparo na funcionária.

Fuga

Assustado, o motorista desta vez parou. Todos foram rendidos e o funcionário Amarildo de Jesus Cabral recebeu coronhadas dos assaltantes. As vítimas, incluindo a mulher ferida, foram largadas no acostamento, enquanto os ladrões fugiam com o táxi, que seria abandonado cinco quilômetros adiante, na mesma rodovia. Para azar dos bandidos, naquele dia os empregados levavam apenas documentos ao posto avançado e não tinham um centavo sequer.

Maria, que morava no bairro Corradinho, em Guarapuava, foi socorrida e permaneceu internada até a manhã de ontem. A polícia local, que não soube precisar a região do corpo em que ela foi atingida, confeccionou retrato-falado dos autores. Até agora não há pistas concretas da identidade deles, mas há fortes suspeitas de que agiram com informações obtidas no próprio banco. “Mesmo porque, os empregados sempre levavam dinheiro à usina e revezavam de táxi”, relatou Wilson Urbano, superintendente da delegacia de Guarapuava.