O Ministério Público protocolou, ontem, a denúncia contra Neviton Pretty Caetano e mais cinco pessoas, cujos nomes não foram divulgados. A denúncia se refere somente ao caso em que Neviton é acusado de extorquir um diretor da empresa Spaipa, em R$ 300 mil. De acordo com a Promotoria de Investigação Criminal (PIC), nos próximos dias serão oferecidas mais duas denúncias contra ele, que já estão em fase final.

 

Uma delas envolve o caso de extorsão contra o proprietário de uma mina de ouro, em Campo Largo, e contra uma imobiliária. A advogada Andrezza Maria Beltoni, 28 anos, chefe do departamento jurídico da empresa Vera Cruz Empreendimentos, de propriedade de Neviton, está presa preventivamente por envolvimento no caso da mina de ouro.

 

Nessa primeira fase, Neviton e as outras cinco pessoas foram denunciadas por extorsão, cárcere privado e atentado violento ao pudor. Neviton ainda irá responder por porte ilegal de arma.

Apesar do oferecimento da denúncia ter ocorrido ontem, a PIC informou que já surgiram novos fatos sobre o mesmo caso, que devem ser acrescidos no mesmo documento, inclusive nomes de outras pessoas, que também serão denunciadas.

 

Extorsão

 

Em março desse ano, a ex-namorada de um diretor da Spaipa procurou a TV Injustiça (site mantido por Neviton na Internet para denunciar pessoas que posteriormente eram vítimas de extorsão) para revelar supostas agressões sofridas durante uma briga do casal. A equipe de reportagem do site providenciou uma matéria com a denunciante e, de posse do material, passou a fazer chantagear o diretor, exigindo o pagamento de R$ 300 mil para retirar a denúncia da Internet. Foi por este crime que a prisão de Neviton foi decretada em 7 de maio último, ocasião em que foi preso no escritório da TV Injustiça e da Vera Cruz Empreendimentos, na Rua Ébano Pereira.

 

A polícia apreendeu uma fita de vídeo, produzida pelo próprio Neviton, que contém uma conversa com a ex-namorada do diretor da Spaipa. Na gravação, a moça pede para que a denúncia contra o ex-namorado seja retirada da internet, o que é negado por Neviton. A mulher ainda acusa Neviton de levá-la para uma chácara e um motel, onde tentou estuprá-la.

 

Novas vítimas

Pouco mais de 20 dias depois da prisão de Neviton, as vítimas continuam procurando a PIC e a Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas, para registrar queixas e saber  sobre o andamento das investigações. Cinco promotores estão trabalhando no caso para poder atender todas as vítimas.