Foto: Alberto Melnechuky

Cerca de duas horas e meia depois, casa de suspeito pega fogo.

O assassinato do metalúrgico Fábio Lima Fabri, 19 anos, em Piraquara, na noite de domingo, resultou em retaliação imediata a um dos três suspeitos de cometer o crime. O jovem foi morto a tiros por volta das 22h40 na Rua Jorge Faustino da Silva, Jardim Holandês, por três homens armados. Minutos depois, os mesmos socorristas do Siate que constataram a morte de Fábio seguiram, para atender outra pessoa ferida a tiros, a quatro quadras do crime. Era um homem que estava baleado na perna e era suspeito de ter participado da execução de Fábio. Horas mais tarde, à 1h10 de ontem, a casa onde o baleado morava – também na Rua Jorge Faustino da Silva – foi incendiada pela população.

De acordo com o delegado Geraldo Selezinski, titular de Piraquara, são fortes as suspeitas de que o homem baleado na perna, em companhia de dois comparsas ainda não identificados, seja o autor do assassinato. O ferido foi levado pelo Siate ao Hospital Cajuru, onde se identificou com o nome falso de Luís Carlos Francisco da Silva. Seu nome verdadeiro já foi levantado pela polícia, porém deve ser mantido em sigilo durante as investigações.

Depois de medicado, o suspeito foi liberado do hospital, e a polícia não conseguiu encontrá-lo. ?Luís Carlos? não se apresentou na delegacia para reclamar o incêndio criminoso em sua residência, e permanece sumido.

Testemunhas do crime e familiares de Fábio passaram o dia na delegacia, prestando depoimentos. A família contou ao delegado que o rapaz era ?honesto e trabalhador e nunca tinha se envolvido com drogas?. Já ?Luís Carlos?, seria usuário de entorpecentes e já contava com passagens pela polícia. Selezinski acredita que o crime deve ter ocorrido por motivo fútil. A motivação será melhor esclarecida com a coleta de novas informações nos próximos dias.