Foto: Alberto Melnechuky
Mãe de Maísa não estava em casa.

Menos de uma semana depois de um bebê morrer carbonizado no berço, Maísa Barbosa da Silva, de um ano e quatro meses, teve a mesma trágica morte, às 2h20 de ontem, em um barraco da Rua Renê Alberto Emílio Conter, Vila Verde, Cidade Industrial.

A criança estava sozinha na moradia e uma vela iluminava a pequena peça, já que não havia energia elétrica, quando as chamas consumiram a moradia, de aproximadamente 20 metros quadrados.

Os vizinhos contaram que ouviram gritos de Maísa e, ao saírem para ver o que estava acontecendo, viram o barraco em chamas, mas não conseguiram entrar para salvar a menina, porque as portas estavam trancadas e o fogo tomava conta de tudo.

A mãe da criança, Alexandra Barbosa da Silva, 30 anos, chegou logo depois e ficou em estado de choque. Ela foi conduzida por policiais até o Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac), instalado no 8.º Distrito Policial (Portão), onde foi ouvida e liberada.

?Ela contou que deixou a filha por alguns instantes para buscar fraldas na casa de um parente e, quando voltou, encontrou sua casa destruída?, informou o delegado Alfredo Dib.

Ele disse que o perito do Instituto de Criminalística esteve no local para fazer os levantamentos preliminares e apurar os motivos do incêndio. ?A princípio parece um acidente doméstico. Tomei declarações da mãe. Foi feito o boletim de ocorrência e será instaurado inquérito, que será encaminhado para a Delegacia de Homicídios, que deverá investigar o caso?, disse Dib. Segundo ele, Maísa e Alexandra moravam sozinhas na moradia.

Ontem pela manhã, parentes do pai da garotinha estiveram no Instituto Médico Legal (IML), de Curitiba, e estavam revoltados. Eles culpavam a mãe de Maísa pela tragédia e ameaçavam linchá-la caso ela comparecesse ao velório da própria filha.

No berço

Márcio Barros

Na manhã da última quinta-feira, um bebê de apenas 21 dias morreu carbonizado no berço. Da pequena casa de madeira na Rua Maria Alice Sandemberg, Vila Bonde, em São José dos Pinhais, não sobrou nada. O bebê foi deixado pela mãe, que havia saído de casa para pegar algo na casa do sogro, situada a poucos metros de sua moradia. Os vizinhos contaram que a tragédia poderia ter sido maior, pois outras crianças de 2, 4 e 6 anos também residem no local, juntamente com os pais Vanderson Alexandre de Almeida e Elisa. O que ocasionou o fogo não foi identificado pelo Corpo de Bombeiros e será investigado pela perícia técnica.