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Painel do Crime

Menina de 3 anos ferida a bala

  • Por Carlos Simon

Na tentativa de fazer parar o motorista de um Santana que tentava fugir, policiais do Regimento de Polícia Montada (RPMont) atiraram no carro às 20h30 de domingo. No momento da abordagem, uma dupla surpresa: no banco do passageiro estava uma menina de três anos – ferida com um tiro na perna – e o condutor era Júlio Carlos Rodrigues, soldado do próprio batalhão, que estaria embriagado. O policial foi detido em flagrante e a menina encaminhada ao Hospital Cajuru, de onde já recebeu alta.

A perseguição ocorreu durante uma ronda corriqueira do RPMont pelo Bairro Alto. Policiais ocupando uma viatura viram o Santana preto, ABI-3352, na Rua Marco Polo, e acharam suspeita a atitude do motorista. Decidiram então abordá-lo. Segundo o major João Valmir Parise do Amaral, sub comandante do RPMont, o motorista não obedeceu à ordem e fugiu em alta velocidade, com os faróis apagados e atravesssando vias preferenciais.

Cerco

Houve perseguição e duas outras viaturas foram chamadas para montar um cerco. Como nem assim o Santana parou, a equipe atirou quatro vezes contra o carro, atingindo-o na porta, na lanterna traseira e no pneu. Curiosamente, o carro parou na Rua Konrad Adenauer, perto da sede do RPMont, e o condutor se entregou.

Dentro do carro estava uma menina de três anos, que levou um tiro na perna direita e foi socorrida pelo Siate. O soldado Júlio, lotado no próprio RPMont e avô da garota, recebeu voz de prisão de seus companheiros. “Ele estava embriagado e sem documentação do carro e do veículo”, falou o oficial. Júlio também foi enquadrado por direção perigosa.

O soldado tinha bons antecedentes e estava de folga, gozando de licença especial. Segundo seu comandante, ele justificou o gesto dizendo não perceber que uma viatura policial o abordara – temia que fossem assaltantes. “A versão não se sustenta, ainda mais tratando-se de um PM”, falou o major.

De acordo com Valmir, a equipe atirou porque não viu a criança dentro do carro. “Num primeiro momento, a ação foi correta. Mas o caso ainda será melhor investigado”, falou. Júlio continuará afastado enquanto corre o inquérito policial militar que vai apurar seu comportamento e a ação dos policiais das outras viaturas. Como três policiais atiraram, o exame de balística vai determinar qual deles atingiu a criança.

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