O rapaz que confessou ter matado o pai, de 72 anos, pediu para ser preso, com medo das ameaças de morte da vizinhança. Mas, como passou o período de flagrante, ele deverá esperar o laudo que comprova o crime e o mandado de prisão emitido pela Justiça.
Bráulio Cabral de Lima, 25 anos, agrediu Aristides de Lima, no domingo de Páscoa. Em depoimento, na sexta-feira, ele revelou que derrubou o pai a socos e depois chutou a cabeça da vítima que, devido à idade, não teve forças para reagir. Aristides foi encaminhado ao Hospital do Trabalhador, onde morreu seis dias depois.
“Bráulio informou que é viciado em crack há três anos e consumiu a droga no dia do crime. O pai teria consumido bebida alcoólica e os dois, descontrolados, discutiram”, explica o delegado Maurílio Alves, da Delegacia de Homicídios. Este não teria sido o primeiro caso de agressões entre pai e filho.
Revolta
A família denunciou logo após o velório. Com a divulgação do crime, a vizinhança ameaçou Bráulio de morte. A residência onde Aristides foi espancado, na Rua Maria Procópio Pereira, Fazendinha, já foi demolida, e o rapaz passou a viver nas ruas. Nenhum familiar aceitou acolhê-lo.
Para salvar a vida e também em busca de tratamento para deixar o vício, Bráulio disse, em depoimento, que quer ser preso. Entretanto, o delegado só poderá pedir a prisão do rapaz à Justiça, quando ficar pronto o laudo de necropsia do Instituto Médico-Legal, comprovando que as agressões foram a causa da morte de Aristides.
“Devido ao vício, ele poderá voltar a praticar agressões com qualquer outro membro da família. Por este motivo, vamos pedir sua prisão e, paralelamente, o tratamento para a dependência química”, explica Maurílio.


