Nem a vasta experiência como policial militar, livrou o soldado da reserva Edgar Patruni, 59 anos, de cair na lábia de marginais e ser assassinado dentro de sua casa, por volta das 22h30 de quarta-feira. O crime foi na Rua Itaguajé, Vila Osternack, no Sítio Cercado. Os bandidos mataram o policial para roubar a arma que ele tinha em casa.

O delegado Dirceu Schactae, da Delegacia de Homicídios (DH), apurou que dois ou três marginais chamaram Edgar no portão. Quando ele atendeu, foi dominado à força pelos bandidos, que chegaram perguntando pela arma que o policial tinha em casa. Edgar não reagiu e, logo que entregou seu revólver 38, foi assassinado. A perícia do Instituto de Criminalística deverá verificar se o soldado foi morto com sua própria arma.

Família

A polícia acredita que os bandidos escolheram Edgar, por saber que ele era policial e que tinha uma arma. No entanto, investigações apontarão porque os bandidos mataram o soldado, pois eles já tinham dominado a vítima e tomado o revólver. Acredita-se que, como se tratava de um policial, os bandidos o mataram para não serem reconhecidos.

Na casa estavam a filha do policial e mais uma criança, que foram obrigadas pelos assaltantes a irem para um quarto. Como o caso tratou-se, a princípio, de latrocínio (roubo com morte), a DH passou as investigações à Delegacia de Furtos e Roubos (DFR). Edgar trabalhou por anos no Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) e tinha se aposentado há pouco tempo.

Prisões

Quando chegou ao local do crime, o tenente Marcus Vinícius, chefe de operações do 13.º Batalhão, comentou com os colegas que, momentos antes, havia apreendido três adolescentes, responsáveis pelo assalto a uma lan house no Boqueirão, ocorrido há alguns dias. Um dos jovens foi muito violento e chegou a dar coronhadas no comerciante.

O tenente mostrou as imagens dos detidos, que fez com o celular, a uma das testemunhas do assassinato do soldado Edgar, e ela reconheceu um dos adolescentes. Disse que o rapaz, baixinho, de cabelo encaracolado e dentes separados foi o marginal que atirou em Edgar.

Cerca de meia hora depois, outros dois rapazes armados foram detidos dentro de um Uno vermelho, nas proximidades do terminal do Boqueirão. Eles tinham características semelhantes às dos rapazes, autores da morte do soldado.

Porém, o superintendente da DFR, Hélcio Piazzeta, informou, ontem à tarde, que nenhum suspeito foi encaminhado à delegacia. Ele não tinha novidades sobre o caso.