O sonho que uma mãe teve, de que seu filho seria assassinado, concretizou-se poucos dias depois. Ela contou o sonho ao filho, Alex Couto dos Santos, 28 anos, na tarde de quinta-feira (13). Na manhã de sexta-feira (14), o rapaz foi morto na rua principal das Moradias 1º de Setembro, no Caximba, dentro de um Tempra.

Familiares contaram à Polícia Militar que o homem saiu de casa no começo da manhã para acertar negociações de um terreno que comprou. “Ele estava a menos de duas quadras de casa, quando dois homens se aproximaram do veículo e começaram a atirar”, disse o soldado Fabiano. Depois de atirar, os assassinos fugiram a pé.

Alex ainda conseguiu parar o carro, antes de perder totalmente os sentidos. Ele levou tiros na região da cabeça e nem chegou a ir ao terreno que compraria. “Eu sabia que isso aconteceria, avisei para ele que tomasse cuidado porque eu sonhei que eu o veria morto com várias viaturas da Polícia Militar ao lado”, disse a mãe, Rose. De acordo com ela, no sonho ela receberia a informação de que o filho teria sido morto e encontraria muito sangue no corpo dele.

A mãe do rapaz falou que ele tinha sido jurado de morte. “A esposa dele era prima do ‘Noel’, um assassino perigoso que foi morto na região do Caximba, no ano passado. Desde a morte dele, os bandidos disseram que matariam meu filho também e ninguém sabe o motivo”, disse a mãe. “O meu filho não merecia morrer porque não fazia nada para ninguém. Agora eu temo pela minha segurança, porque sei que os assassinos moram na mesma região”. A mãe não mora no Caximba e não quis revelar o bairro onde reside por medo.

A esposa de Alex contou à PM que os dois tinham uma filha e moravam na região há bastante tempo. “Ela não confirmou a ameaça e disse que o marido não tinha brigas com ninguém”, disse o soldado Fabiano. Segundo a polícia, Alex já tinha sido preso, mas cumpriu a pena e agora fazia bicos como pedreiro.

A polícia acredita que os dois homens que mataram Alex seriam moradores próximos. “Eles conseguiram fugir e desapareceram muito rápido. Devem morar perto do local e provavelmente estavam esperando pela vítima. Sabiam que ele passaria nessa rua”, disse o soldado. Moradores viram toda a ação dos criminosos, mas não quiseram contar nada aos policiais por medo.

Policiais da Delegacia de Homicídios estiveram no local, conversaram com os familiares e coletaram todas as informações, inclusive sobre as ameaças de morte. As informações devem ser cruzadas com depoimentos nos próximos dias.