Foz do Iguaçu, São Paulo, Londrina, Guaíra, Argentina e Paraguai foram os locais visitados por uma mãe desesperada em reencontrar a filha. Moradora de Paiçandu, na região noroeste do Estado, a auxiliar de lavanderia Graciete da Silva Bandeira faz uma verdadeira via-crúcis para descobrir qualquer pista sobre o paradeiro da filha Graciane, que desapareceu em outubro de 2005. Até agora, ela não obteve qualquer resposta. Mas não desiste. E já sabe qual será o seu próximo destino.

Graciete conta que, no dia 10 de outubro de 2005, foi trabalhar ainda de madrugada. Seu marido e seu filho também saíram. Em casa ficou apenas Graciane, que na época tinha 18 anos, recém-completados. Baseada em relatos de vizinhos, a mãe acredita que sua filha foi levada de dentro de casa. Ela suspeita que o destino tenha sido o tráfico de mulheres. ?Ela é uma moça muito bonita, que chama atenção. Acredito que ela tenha sido vítima do tráfico de mulheres?, fala Graciete. Ela garante que a filha não tinha motivos para fugir de casa, ainda mais por ser uma pessoa que sempre se relacionou bem com os pais. Em 10 de outubro de 2005, começou a saga de uma mãe para localizar a filha. As polícias de Paiçandu e Maringá fizeram diligências e foram atrás das pistas, mas aos poucos o trabalho foi cessando, de acordo com Graciete. ?Agora, eles me dizem que a minha filha não quer fazer contato comigo, que não quer voltar para casa. Isso não é verdade?.

Ela percebeu que não podia ficar de braços cruzados e resolveu agir. Foi para São Paulo, Londrina, Guaíra. Na semana passada esteve em Foz do Iguaçu, na Argentina e no Paraguai. Graciete acredita que esses são locais onde se concentram casas de prostituição. ?Fiz contato com diversas autoridades em Foz, no Paraguai e na Argentina. Voltei para Paiçandu e vou esperar um pouco para saber se estes contatos vão dar resultados. Se isto não acontecer, já sei para onde vou?, afirma Graciete.

Ela pretende ir para Paranaguá, no litoral do Estado. No entanto, a mãe não possui recursos para fazer muitas viagens. Então, nos próximos meses, Graciete vai trabalhar e juntar o máximo de dinheiro que puder para mais um capítulo desta saga. ?Espero que eu não precise ir para Paranaguá, mas tenho que começar a me programar. Minhas condições financeiras são pequenas. Preciso juntar dinheiro. Vou fazer de tudo para encontrar a minha filha?, comenta.

O delegado da Polícia Civil responsável pelo caso, Nilson Rodrigues da Silva, explica que continuam as investigações para descobrir o paradeiro de Graciane. De acordo com ele, não é possível afirmar os motivos do desaparecimento. ?A polícia está fazendo tudo o que pode. Os investigadores conseguiram uma informação de que Graciane estaria em Curitiba e foram até a capital, mas nada se confirmou. Toda as informações foram checadas. Infelizmente não temos novidades do caso?, relata. O delegado informa que cartazes com a foto de Graciane foram distribuídos em diversas regiões do País. Quem souber de alguma informação pode repassá-la para a Polícia Militar, pelo telefone 190, ou para a delegacia, pelo telefone (44) 3227-6953.