Acusado de estuprar a própria filha, hoje com 15 anos, e engravidá-la, o lavrador V.R.T., 39 anos, está preso na Delegacia de Bocaiúva do Sul. Denunciado por uma ex-amásia, o acusado confessou o crime de estupro.

A delegada Delair Manfron, de Bocaiúva do Sul, disse que a menina desabafou com a madrasta, de 20 anos, as violências que sofria. Inconformada com o fato, a jovem levou a enteada até o Conselho Tutelar de Tunas, que encaminhou o caso à delegacia de Bocaiúva do Sul. Após investigações, a policial solicitou a prisão preventiva do acusado, que foi recolhido no xadrez na sexta-feira passada.

Relato

Delair informou que ao ser intimada na delegacia, a adolescente confirmou a história de sua ex-madrasta. Segundo a vítima, os abusos começaram aos sete anos, quando sua mãe a abandonou. “A mãe era alcoólatra. Ela disse que quando o pai tentava manter relação sexual, fugia para casa de parentes. Mas quando tinha entre 12 e 13 anos, foi estuprada pelo próprio pai”, relatou a delegada, revelando que a menina era ameaçada caso contasse o relacionamento a alguém. “Ela acabou engravidando e o pai passou a exigir que ela abortasse ou falasse que o filho era de um namorado. Como a adolescente se negou, o próprio pai arrumou um marido para ela”, salientou Delair.

O rapaz, de 22 anos, passou a morar junto com a menor quando ela estava grávida de sete meses, quando o bebê nasceu o registrou como filho, sem saber que o pai do garotinho recém-nascido era seu sogro. “Registrar filho alheio como seu é crime, apesar de o jovem ter agido com boas intenções”, disse a delegada.

Em seu interrogatório, V.R.T. confessou que manteve relações com a filha, porém alegou que o fato só ocorreu após ela completar 14 anos. O homem também não admitiu que torturava a adolescente.

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