O constante vaivém de vítimas na delegacia de Pinhais, na tarde de ontem, demonstra que a prisão de uma quadrilha acusada de realizar seqüestros relâmpago pode desvendar vários casos desta natureza que estavam acontecendo em Curitiba. A prisão de Marailton Martins das Neves, 23 anos; Marcelo Cícero das Neves, 27 (irmãos); Edelcio de Souza Pires, 21, e Alvino dos Santos Moraes, 23, aconteceu na tarde de segunda-feira, em Pinhais, quando os marginais realizavam mais um seqüestro e ainda estavam com a vítima, um administrador de empresas, de 37 anos. A vítima falava com um amigo ao celular, quando foi rendida pelos bandidos. Pelo telefone, o amigo percebeu o assalto e comunicou a polícia, que conseguiu supreender o grupo.

De acordo com o superintendente Luiz Fernando Barbosa, cerca de 15 vítimas compareceram à delegacia de Pinhais com a intenção de fazer o reconhecimento do grupo. Logo após a prisão, o tenente Fernando, do 17.º Batalhão, já havia informado que os detidos eram suspeitos de participação em pelo menos cinco ações, pois o modo de agir era bastante parecido com outras situações que vinham sendo atendidas pela PM, nos últimos meses. Diante de tantos reconhecimentos, é possível que a quadrilha já estivesse atuando há muito tempo e que tenha envolvimento em outros crimes, além dos seqüestros.

Devido ao grau de periculosidade dos integrantes da gangue, há probabilidade de que eles sejam transferidos para um outro local, já que a carceragem de Pinhais está superlotada e não apresenta condições totais de segurança. Existe o medo de um arrebatamento.