Bandidos puseram fim aos 30 anos de profissão do gaúcho Loris Cusin, 58. Ferido a bala, o caminhoneiro foi encontrado num posto de combustíveis desativado, à margem da BR-116, em Campina Grande do Sul, às 18h40 de sábado. A Polícia Rodoviária Federal o socorreu, mas ele não resistiu e morreu antes de ser hospitalizado. O tacógrafo de seu caminhão e a carteira da vítima desapareceram, evidenciando o latrocínio (roubo com morte).

Loris, que era casado e pai de três filhos, saiu na tarde de sexta-feira de Bento Gonçalves (RS), cidade em que vivia, para uma viagem até o Rio de Janeiro. Tudo parecia transcorrer normalmente até as 19h30 de sábado, quando a família recebeu um telefonema da polícia.

Sangue

Ao ser encontrado, o caminhoneiro agonizava no chão, ao lado do caminhão. O vidro do motorista estava quebrado e havia sangue na cabina. A PRF não localizou testemunhas que relatassem o que aconteceu.

A família não sabe se Loris parou no posto abandonado intencionalmente ou se foi atacado antes pelos assassinos, e então obrigado a estacionar ali. Ele carregava quantia incerta de dinheiro para a viagem, que desapareceu junto com a carteira.

O irmão de Loris, o taxista Eugênio Cusin, que veio do Rio Grande do Sul para liberar o corpo, escapou de morrer de forma semelhante há 50 dias – atacado por dois assaltantes em Farroupilha (RS), ele levou quatro tiros, mas se recuperou. A investigação da morte do caminhoneiro é atribuição da delegacia de Campina Grande do Sul.