Marcelo Oliveira.

Ao reagir a um assalto, a proprietária de uma papelaria na Avenida Toaldo Túlio, São Braz, acabou prendendo – com a ajuda do marido – o presidiário Marcelo Juan de Oliveira, 33 anos. O casal entrou em luta corporal com o bandido e tomou o revólver calibre 38 que ele apontava. O acusado foi conduzido ao 12.º Distrito Policial (Santa Felicidade) e autuado em flagrante pelo delegado Gil Rocha Tesserolli.

Às 19h de terça-feira, armado com o revólver, Marcelo invadiu a papelaria e deu voz de assalto. Não se contentou em apenas apanhar o dinheiro, mas agrediu as vítimas. Nervosa a mulher resolveu reagir e foi auxiliada por seu marido. Os três lutaram e durante a briga Marcelo efetuou um disparo, mas não feriu ninguém. Em seguida foi dominado. Usando a própria arma do assaltante, as vítimas desesperadas tentaram atirar no indivíduo por duas vezes, mas para sorte dele a arma “engasgou”.

Populares que perceberam a cena foram em socorro das vítimas. Entraram no estabelecimento e deram uma surra no ladrão, que só não foi linchado porque a Polícia Militar chegou a tempo de salvá-lo.

Foragido

O delegado Tesserolli informou que ao chegar na delegacia Marcelo forneceu o nome de Élcio Clementino dos Santos, mas suas impressões digitais o desmascararam e a polícia descobriu seu verdadeiro nome, apurando ainda que ele é foragido da Colônia Penal Agrícola há quinze dias, onde cumpria pena por roubo.

Com o detido, ainda foi encontrado uma carteira de documentos em nome de outra pessoa, que foi assaltada no final da tarde de terça-feira, no Champagnat. A vítima havia sido agredida durante o roubo pelo ladrão. “Já identificamos mais três vítimas que ainda não prestaram depoimento por necessitarem de atendimento médico. Acreditamos que este rapaz praticou outros roubos durante o período em que estava em liberdade”, salientou o delegado, solicitando que as vítimas que reconhecerem Marcelo entrem em contato com o distrito através do telefone 372-3311.

Confissão

Marcelo disse que não está arrependido de praticar os assaltos. Ele contou que foi condenado a oito anos de prisão pelo mesmo crime e ficou cinco anos cumprindo pena em regime fechado. Assim que conseguiu transferência para o regime semi-aberto escapou. “Agi sozinho e não me arrependo do que eu faço. Agora volto para a cadeia, fazer o quê? É o risco que se corre”, comentou Marcelo.