Sete ano depois de serem absolvidas em júri popular, Celina Abagge e sua filha, Beatriz Abagge, deverão voltar ao banco dos réus sob a acusação de assassinar o garotinho Evandro Ramos Caetano, 6 anos, em um ritual de magia negra, em abril de 1992. O novo julgamento está marcado para o dia 17 de novembro, com início às 13h, na 2.ª Vara do Tribunal do Júri, em Curitiba, e será presidido pelo juiz Rogério Etzel. Na defesa irá atuar o advogado Ronaldo Botelho e na acusação a promotora Lúcia Inez Giacomitti Andrich. A previsão é que o júri tenha a duração de pelo menos cinco dias.

Este ano, foram julgados dois acusados de participar da morte do garotinho. O júri, que teve início no dia 16 de junho e se estendeu por cinco dias, absolveu os réus Airton Bardelli dos Santos e Francisco Sérgio Cristofolini. A promotora Lúcia Andrich impetrou recurso no Tribunal de Justiça, pedindo que o julgamento seja anulado porque o corpo de jurados decidiu contra as provas nos autos, que seriam a delação de Osvaldo Marcineiro, Davi dos Santos e Vicente de Paula Ferreira, que foram condenados pelo mesmo crime, em abril do ano passado. Os advogados Matheus Gabriel Rodrigues de Almeida e Aroldo Náter devem apresentar as contra-razões nos próximos dias.

O primeiro julgamento de Celina e Beatriz, realizado em São José dos Pinhais, durou 34 dias. Na época, os jurados entenderam que o corpo encontrado em um matagal, em Guaratuba, não era de Evandro.