Justiça Federal tira 17 policiais da cadeia

O juiz federal substituto Gueverson Farias, da 1.ª Vara Federal Criminal de Foz do Iguaçu, revogou na última sexta-feira a prisão preventiva de 17 policiais rodoviários federais, acusados de participação na operação batizada “Trânsito Livre”. Segundo investigações da Polícia Federal, a quadrilha facilitaria a passagem de contrabando e drogas do Paraguai para o Brasil, mediante o pagamento de propina. Ao todo, 52 pessoas foram presas na operação, no início de dezembro do ano passado. Dessas, 31 continuam detidas.

O juiz revogou as prisões dos 17 policiais a pedido do Ministério Público Federal, após a conclusão do interrogatório dos réus. Ele alegou que, em relação a estes policiais, não havia indícios suficientes de autoria para manter suas prisões; apenas referências a seus nomes em escuta telefônica.

Soltos

Os policiais que tiveram a prisão preventiva revogada são Adolfo Cândido Wenceslau, Antônio Edison Miquelão, Carlos Roberto Gasparini, Domingos Silas Demitte, Herinaldo Pampolini, Jacob Jaroszczuk Junior, Joaquim Prainha de Assis Neto, Joecy de Siqueira, José Roberto Cegatti do Nascimento, Leonardo Duchesqui, Manoel José de Freitas Neto, Paulo Neres de Souza, Pedro Marques de Faria, Rogério Camargo, Rosane Giasson, Sílvio Luiz Guidugli e Willian Costa Campos. O policial Júlio César Marins – mais conhecido como “Babalu” -, acusado de ser o líder da quadrilha, continua preso.

De acordo com o delegado-chefe da Polícia Federal de Foz do Iguaçu, Geraldo Pereira, os policiais vão continuar respondendo ao processo criminal, mas em liberdade. “Houve um pedido do procurador da República em Foz para que as prisões fossem revogadas, por se tratar de funcionários públicos e porque eles têm residência fixa, não havendo, portanto, a necessidade de mantê-los presos”, explicou o delegado.

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