Átila Alberti

Jovem chegava em casa, no
Pilarzinho, quando foi baleado.

Um tiro na testa, disparado à queima-roupa, a poucos metros do portão de sua residência, matou o estudante Doriho Renê Rodrigues, 27 anos, por volta das 7h de sábado, no Pilarzinho. Embora os vizinhos tenham ouvido o barulho do tiro, foi o carteiro que passava pela Rua Inácio Gubert, quem encontrou o corpo, em meio a uma mancha de sangue.

O crime aconteceu quando Doriho voltava para casa, após ter passado a noite fora. De acordo com a polícia, o rapaz abriu o portão, estacionou o veículo Corsa placa AEA-0052 e, em seguida, teria sido abordado por alguém, que efetuou o disparo. ?Essa pessoa pode ter perseguido o rapaz ou talvez o estivesse esperando do lado de dentro do portão?, analisou o perito Elbio, do Instituto de Criminalística. De acordo com o perito, não havia sinais de luta, indicando que o rapaz foi surpreendido pelo matador.

Não há indícios de que se trate de latrocínio (roubo com morte). ?Os pertences da vítima permaneceram na casa, entre eles o carro e aparelhos celulares?, afirmou Elbio. Também não há suspeita de envolvimento do rapaz com o tráfico de drogas.Ele teria morado um tempo no Japão e havia retornado há cerca de oito meses.

Apesar do mistério, os investigadores da Delegacia de Homicídios conseguiram levantar o nome de dois suspeitos, que teriam se desentendido com Doriho. Os comentários eram que haveria um grupo de pessoas que não gostava dele, e que um integrante deste bando costumava andar armado. A vítima, inclusive, teria revelado, há cerca de três semanas, que recebeu uma ameaça de morte.

Ainda na manhã de sábado, os dois suspeitos foram procurados pelos investigadores, que foram informados de que eles estariam trabalhando na hora do crime.