O delegado Adonay Armstrong, titular da Delegacia de Homicídios, começou ontem a ouvir parentes e amigos do bicheiro Marcelo Bertoldo, 32 anos, assassinado a tiros na noite de quinta-feira, no bairro Santo Inácio. "Estamos trabalhando em busca de provas", avisou. A linha de investigação é a de que o crime foi motivado por uma guerra entre Marcelo e a cooperativa de bicheiros que comanda a contravenção em Curitiba.

Ontem também prestou depoimento o pai da vítima, Arlindo Bertoldo, que estava ao lado de Marcelo quando ele foi executado com mais de 15 tiros. "Ele ainda está muito abalado e não consegue nem mesmo descrever os autores do crime. Só conta que estavam com balaclavas (capuzes) e com uma motocicleta".

Armstrong disse que a briga entre a vítima e a cooperativa já durava seis meses e a troca de insultos era com Luizinho Pasqualoto, um dos integrantes do grupo de bicheiros liderado por Francisco Feitosa. Segundo os levantamentos realizados pela polícia, Marcelo queimava as motocicletas dos coletores de apostas da cooperativa, que por sua vez faziam o mesmo com as motos dele. A vítima também teria recebido ameaças, o que fez com que blindasse seu veículo Ômega, mas de nada adiantou.