Três dias depois da intervenção a que foi submetido o Instituto Médico-Legal, nada mudou, ao contrário, as informações que antes eram de fácil acesso, agora são cerceadas à imprensa e, segundo funcionários, caso vaze alguma informação, haverá punições.
No balcão do IML, o livro, que antes trazia a relação de corpos que davam entrada diariamente, continua no mesmo lugar, no entanto, o boletim é divulgado horas depois de o corpo dar entrada, traz o mínimo de informações.
Segundo informações de alguns funcionários, que preferiram não se identificar, em reunião na tarde de ontem, a partir de hoje, os relatórios voltam ser divulgados, como era antes, mas só depois da necropsia. No boletim, fornecido às 9h e 18h, não constava o nome da vítima, o que dificulta a divulgação da informação correta. ?Em Colombo, oito pessoas foram baleadas e todas socorridas aos hospitais de Curitiba. Uma delas morreu, como vamos saber quem era, se eles não colocam o nome da vítima?, questionou um jornalista.
Punição
Sem saber exatamente que rumo seguir, as ações dentro do IML estão sendo tomadas aos poucos, em caráter experimental. Nestes três dias, três modelos de boletim já foram divulgados. Em cada reunião, novas mudanças, normas e resoluções, que, até agora, não resultaram em nenhuma melhoria para o órgão.
Segundo os funcionários, os telefones estão grampeados, as salas filmadas e, caso alguém passe algum tipo de informação, pode ser punido.
Desde o dia 26, o IML de Curitiba, que atende a capital e 31 municípios da região metropolitana, está sob intervenção, sob o comando do coronel Porcides, ex-comandante reformado do Corpo de Bombeiros.