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Ontem os corpos foram
recolhidos sem tumulto.

O governador Roberto Requião autorizou a contratação de 42 funcionários, em carater emergencial, para trabalhar no Instituto Médico-Legal (IML), que está praticamente parado desde que os serviços terceirizados foram cancelados. A promessa é de que, com a medida, o IML volte a trabalhar normalmente até a primeira semana de janeiro.

Em nota enviada ontem à imprensa, o governo não informou a data em que o edital será divulgado, afirmando apenas que será em breve e que os funcionários contratados deverão trabalhar em caráter emergencial durante 180 dias. Os candidatos terão cinco dias para se inscrever e uma comissão especial será responsável por analisar os currículos dos interessados e escolher os aprovados. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a agilidade no processo de preenchimento de vagas do IML será garantida por meio das regras da chamada "contratação emergencial". Este tipo de edital prevê um processo seletivo simplificado.

O próximo passo será contratar definitivamente os candidatos remanescentes de um concurso já realizado pelo governo. Ao todo, serão 42 postos de trabalho, sendo 14 para motoristas e 28 para auxiliares administrativos.

Espera

Depois do sufoco vivido pelo único motorista de plantão, na última segunda-feira, ontem o necrotério funcionou de forma mais tranqüila. Segundo funcionários do IML, pelo menos das 8h às 20h, apenas oito corpos foram recolhidos, trabalho que pôde ser feito dentro do horário previsto e sem causar constrangimentos às famílias. "A nossa principal preocupação é com a função social do órgão, seguida logicamente do trabalho técno-científico que desenvolvemos. Agora estamos mais tranqüilos, uma vez que o governador afirmou que resolverá a situação", afirmou o diretor do IML, médico Hélio Galileu Bonetto.