Criado em março do ano passado para investigar inquéritos anteriores a 2008 ainda abertos, o Grupo de Homicídios Não Resolvidos (Honre) resolveu 86,11% dos crimes que aguardavam solução em Curitiba. Quando o grupo foi criado, eram 3.600 casos não solucionados. Hoje, restam 500.

“A rapidez para solucionar os inquéritos se deve à estrutura montada, com cinco policiais e dois escrivães, divididos em duas equipes”, afirma o coordenador do Honre, delegado Rubens Recalcatti, titular da Delegacia de Homicídios da capital.

O Honre tem a preocupação de elucidar casos que já foram investigados, que estão com os inquéritos policiais instaurados e sem solução há mais de quatro anos. Se o caso não for solucionado, o inquérito é encaminhado para o Ministério Público do Paraná.

O grupo funciona na Delegacia de Homicídios e, de acordo com Recalcatti, pode contribuir também para a solução de casos mais recentes. “Às vezes, um caso atual pode ajudar em um inquérito antigo e vice-versa”, diz o delegado.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Marcus Vinicius da Costa Michelotto, iniciativas semelhantes podem ser adotadas para solução de inquéritos em outras cidades.

“Nas cidades do interior onde há Delegacia de Homicídios – Foz do Iguaçu, Cascavel, Maringá e Londrina –, nós pretendemos também instalar o Honre”, disse.