Está marcado para hoje o julgamento de Pedro Graciano da Silva, o ex- agente de segurança que, em abril de 2001, baleou quatro pessoas no prédio do Tribunal de Pequenas Causas. Ele é acusado de tentativa de homicídio.

Pedro Graciano, 40, está preso desde então. Ele havia ido ao tribunal para uma audiência. Sua ex-mulher, Letícia Cristina Cunha – na época com 26 anos – que o acusava de ameaças e agressões. Pouco antes da audiência, marcada para as 13h30 do dia 5 de abril, ele sacou a arma, atirou em Letícia, na mãe e no pai dela e também em um sargento do Exército que tentou contê-lo. Letícia foi atingida de raspão no rosto, a mãe dela levou um tiro no peito, e o pai foi atingido no braço. O sargento Antônio Coelho levou dois tiros nas costas.

Reféns

Depois do tiroteio, o acusado ainda invadiu uma sala do prédio e manteve oito pessoas reféns até a 1h da madrugada do dia seguinte. Mais de 90 pessoas estavam no prédio no momento em que Pedro começou o tiroteio.

Na época do crime, Pedro Graciano já respondia a outros inquéritos – por homicídio, porte ilegal de armas, ameaça e invasão de domicílio – e estava em liberdade condicional. Demonstrando desequilíbrio emocional, durante o tempo em que ficou com os reféns o acusado dizia que pretendia matar Letícia e depois se suicidar, porque não suportava a separação.

O julgamento, presidido pelo juiz Fernando Ferreira de Moraes, deve ter início às 9h. Na defesa do réu atua o advogado Álvaro Borges Junior, e na acusação o promotor Celso Luiz Peixoto Ribas.