Ao fazer luzes no cabelo (tintura que clarea algumas mechas), o pintor Jair Nunes, 30 anos, assinou sua sentença de morte. De acordo com a família, ele ficou muito parecido com um ex-presidiário ameaçado de morte e por este motivo foi assassinado a tiros na frente da mulher e da enteada. A criança, de 3 anos, também foi atingida.

Por volta da meia-noite de domingo a família comia cachorro quente próximo de casa, na Rua Baldur Magnus Grubba, Novo Mundo, quando aproximou-se um grupo de pessoas apontando para Jair. Testemunhas declararam à equipe da Delegacia de Homicídios que um dos suspeitos disse “é ele mesmo”, e atirou.

Jair foi atingido por três tiros. Uma equipe do Siate encaminhou a vítima até o Hospital do Trabalhador, mas ele não resistiu. A enteada foi baleada de raspão na mão e passa bem.

Familiares de Jair informaram à polícia que ele era trabalhador e não tinha inimigos e, portanto, acreditam que ele foi confundido com um rapaz que saiu recentemente do sistema penitenciário e era ameaçado de morte por uma quadrilha que cometeu vários crimes na região. O ex-presidiário também tinha luzes no cabelo.