Manchas encontradas no carro da família de Andréia Christina de Souza, 24 anos, podem complicar ainda mais o marido dela. A jovem foi morta, colocada em um saco de lixo e queimada em 5 de fevereiro, em um matagal, no fim da Estrada Ecológica de Pinhais, Planta Karla.

Quem utilizava o veículo com maior freqüência era o marido de Andréia, apontado como um dos suspeitos do crime. Ele foi ouvido e liberado, e não teve o nome divulgado.

O veículo foi apreendido na casa da família, em Piraquara, e encaminhado ao Instituto de Criminalística, para que seja possível avaliar se as manchas são do sangue de Andréia. “Com o laudo, poderemos confirmar a investigação”, disse o delegado-titular de Pinhais, Fábio Amaro. Segundo o policial, ela era agredida pelo companheiro.

Agressões

A irmã da vítima, Andressa, confirmou que as agressões eram frequentes e motivadas por ciúmes. “Uma semana antes do crime eles brigaram e ela foi para a casa da minha mãe. Andreia voltou, porque confiava nele, e nos garantiu que ele nunca mais iria bater nela”.

No dia 2, Andréia encontrou com a mãe pela última vez, em um supermercado, e aparentava estar bem. No dia anterior ao crime, Andressa ligou para o celular da irmã e quem atendeu foi o marido.

“Ele disse que ela estava em casa, mas ela não estava”, ressalta. A família procurou a Polícia Civil, que prometeu iniciar as buscas 48 horas depois do desaparecimento. Mas o corpo foi encontrado antes.