Durante conversa com um grupo de pessoas, em frente a um barraco, no meio da invasão Vila Nova, no Alto Boqueirão, o desempregado Alex Alves da Silva, 27 anos, discutiu com alguém e foi baleado no final da manhã de ontem. A

tingido por um tiro certeiro na testa, o rapaz caiu e morreu em poucos minutos. O atirador e os outros indivíduos fugiram e, apesar da grande quantidade de barracos na invasão, ninguém soube dizer quem eram.

O crime aconteceu ao lado de um valetão, próximo a uma ponte, na continuação da Rua Laranjeiras do Sul. A vila, cravada nas proximidades da linha do trem, é cortada por estreitas ruelas de saibro.

Em algumas delas, como onde Alex foi morto, sequer passam carros. Porém, a dificuldade de acesso não impediu que socorristas do Siate chegassem ao local para atender a vítima. Infelizmente, não houve tempo para salvá-la.

Discussão

Alguns moradores comentaram com os atendentes que Alex estava reunido com cinco pessoas, por volta das 11h. De repente, ouviu-se uma discussão e, logo em seguida, o disparo fatal. Porém, assim que foi constatada a morte, a vizinhança se calou e não passou informações dos suspeitos aos policiais.

“Eles conversaram com o pessoal do Siate, mas com a polícia não querem falar”, lamentou o soldado Nilton Júnior, da Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone).

Alessandra, irmã de Alex, contou que o rapaz morava na vila, com a mãe, em uma rua próxima. Era servente de pedreiro, mas ultimamente estava desempregado. Ela não soube dizer o motivo do assassinato. “Ele não tinha briga com ninguém”, disse.

Suspeitas

Surgiram comentários que a discussão poderia ter sido provocada por um cigarro, mas os policiais desconfiam dessa informação e acreditam que pode ter sido algo mais grave.

As suspeitas ainda deverão ser confirmadas pelos investigadores da Delegacia de Homicídios, já que o rapaz não tinha passagens pela polícia. Um irmão de Alex está preso por porte ilegal de armas, porém Alessandra ressaltou que a vítima não tinha envolvimento com crimes ou drogas.