Banho de sol, entrada de visitas e de assistentes sociais, entrega de correspondência, trabalho de costura de bolas e aulas são alguns dos serviços que podem ser interrompidos a partir de hoje aos presos da Penitenciária Federal de Catanduvas, região oeste do Paraná.

A decisão foi tomada em assembléia realizada pelos agentes penitenciários, em greve há 45 dias. Os agentes prometem continuar apenas com a entrega de alimentação e produtos de higiene, troca de vestuário, atendimento médico e visita de advogados.

“A modificação da greve segue a resposta do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), que não senta para negociar conosco e sequer nos recebe”, criticou o presidente interino do Sindicato dos Agentes Penitenciários Federais (Sindapef) de Catanduvas, Fabrício Rocco Correa.

Segundo Correa, 17 agentes que faziam o serviço administrativo em Catanduvas, trabalhando das 8h às 17h, entregaram os cargos e agora vão trabalhar em regime de plantão, na escala com trabalho de 24 horas e folga de 72 horas.

“Entramos em greve para sermos ouvidos e agora o Ministério da Justiça diz que só senta para negociar se sairmos do estado de greve. O governo fica nesse jogo de ping-pong”, reclamou.

Desde o início da greve, a categoria mantém em funcionamento 50% do efetivo. Para suprir a demanda, o Ministério da Justiça enviou para Catanduvas, ainda em setembro, agentes da Força Nacional de Segurança Pública.

Os agentes reivindicam a revisão de pontos da Medida Provisória 441, que trata do plano de cargos e salários da categoria. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Depen informou que pode retaliar com medidas administrativas as novas decisões dos agentes em greve, caso infrinjam a lei. Como os agentes ainda estão em estágio probatório, a demissão não está descartada.