Gerente de prostíbulo é morta com tiro no pescoço

Durante a tarde a campainha de um prostíbulo da Alameda Doutor Muricy, centro, tocou insistentemente. O homem que esperava na calçada foi atendido às 18h40 e, no segundo andar do prédio, matou Ramona Isabel Miranda, 28 anos, gerente da casa. O assassino fugiu, mas a polícia já tem o primeiro nome dele. Há indícios de que fizeram um programa sexual antes do crime.

O assassino costumava prestar serviços de manutenção ao estabelecimento, como pequenas reformas e pinturas, e seria morador em Pinhais, conforme comentários. Os motivos do crime são desconhecidos. Sabe-se apenas que o autor era conhecido da vítima. O homem subiu as escadas até o 2.º andar e atirou, provavelmente com um revólver calibre 38, encostando-o no pescoço de Ramona. O crime aconteceu no corredor que dá acesso aos quartos.

Pouco antes ela gritou por socorro e um rapaz, responsável por alimentar a página da internet com fotos das mulheres que trabalham na casa, foi em seu auxílio. Ele presenciou o crime e foi ouvido pelos investigadores Nei Marques e França, da Delegacia de Homicídios. A ocorrência também foi atendida por policiais militares do 12.º Batalhão da PM.

Sexo

Existe a possibilidade de Ramona ter mantido relações sexuais com seu assassino, pois um dos quartos, o mais próximo do corpo havia sido usado recentemente. Lá, a perita Clélia, da Polícia Científica, recolheu uma camisinha usada e uma calcinha sobre a cama. “O material será examinado e confrontado com a necropsia para que possamos dar um parecer”, disse a perita. Ramona estava totalmente vestida quando foi morta. A perícia não identificou nenhuma marca de luta corporal entre a vítima e seu assassino.

Ramona tinha uma filha de 13 anos, que ouviu o tiro do terceiro andar, onde ela e a mãe moravam.

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