O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público do Paraná (MP-PR), denunciou, nesta quinta-feira (7), 15 pessoas envolvidas em desvio de recursos destinados a obras em escolas, licitadas pela Secretaria Estadual de Educação (Seed) e investigadas pela Operação Quadro Negro. Foram denunciados empresários, familiares e “laranjas”, além de servidores públicos e algumas outras pessoas.

Segundo o Gaeco, a denúncia alega que empresários e servidores públicos constituíram organização criminosa para desviar dinheiro público. Servidores e a engenheira da empresa responsável pelas obras são suspeitos de atestar, falsamente, que as fases de diversos serviços estavam adiantadas para receber os valores do Estado.

O dono da construtora, familiares dele e outros denunciados ligados à construtora, além de pagarem propina a um servidor, praticavam lavagem de ativos. Vários carros de luxo, móveis e imóveis foram comprados e colocados em nome de terceiros.

Além disso, os suspeitos também teriam repassado dinheiro para contas de diferentes pessoas, para esconder os valores desviados. A denúncia indica ainda que o empresário falsificou documentos para participar de licitação em outro órgão público.

Desfalque grande

As investigações descobriram que os desvios começaram em 2013 e foram, pelo menos, até meados de julho de 2015. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 18 milhões.

O trabalho, que começou com o Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), da Polícia Civil, foi complementado pelo Gaeco. Em dezembro do ano passado, foram cumpridos inclusive novos mandados de prisão e de busca e apreensão. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados, mas o ex-vereador Juliano Borghetti estava na lista.

Em dezembro, um dos detidos era o ex-vereador Juliano Borghetti. Foto: Aniele Nascimento.