Alberto Melnechuky
Ninguém sabe o motivo
da execução de Adriano.

Dois tiros derrubaram Adriano Ricardo, 30 anos, que estava em cima da motocicleta Honda CG-125, placa AFT-3790, na calçada da Rua José Zen Neto, quase esquina com a Laerte Fernelon, Jardim Ipê, em São José dos Pinhais, às 21h de quarta-feira. Adriano teve morte instantânea e os assassinos fugiram em outra moto. Policiais militares da Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam) do 17.º Batalhão detiveram um suspeito, que foi levado à delegacia local, mas não foi comprovada sua participação no crime.

Adriano estava parado, sentado na motocicleta, provavelmente conversando com alguém. Algumas pessoas contaram ao sargento Soek e ao soldado Célio, do 17.º BPM, que dois indivíduos em uma moto Yamaha branca, com motor dois tempos, passaram e atiraram contra Adriano. "Ninguém soube fornecer características dos assassinos", lamentou Soek. Não foi identificado quem estaria conversando com a vítima.

Segundo a PM, populares disseram ter ouvido seis tiros e, em seguida, visto os assassinos fugirem na motocicleta. Levantamento preliminar do perito Paulo Fontoura, da Polícia Científica, constatou um tiro que atravessou a cabeça de Adriano e outro que atingiu sua mão. "Somente exames complementares no IML poderão determinar a quantidade exata de ferimentos", disse o perito.

Jean, cunhado da vítima, não sabia se Adriano havia emprestado a moto ou se havia comprado o veículo recentemente. "Podem ter tentado roubar a moto", supôs, acrescentando que o cunhado trabalhava como pintor e não tinha desavenças com ninguém. Adriano morava sozinho a poucas quadras de onde foi morto. Ele era separado e tinha dois filhos.

Suspeito

Quando soube do homicídio, a equipe do tenente Rocha, da Rotam, foi até o local, já sabendo as características da motocicleta usada pelos assassinos. No caminho, encontrou Cleberson Alves Kosloski, 19 anos, em uma Yamaha branca. "Ele se abaixou quando nos viu, o que aumentou as suspeitas", comentou Rocha.

Segundo relatou, o rapaz jogou no chão um revólver calibre 38, quando os policiais se aproximaram.

Cleberson negou qualquer participação no homicídio, dizendo que tinha a arma há muito tempo e que estava voltando da escola. A arma, de cinco tiros, estava municiada, e não aparentava ter sido usada.

Outro detalhe que chamou a atenção dos policiais foi a placa da motocicleta, AJN-2042. "Essa identificação é de uma motoneta Sundown, baixada pelo Detran", disse o tenente Rocha. Cleberson foi levado à delegacia local e autuado por porte ilegal de arma.

O superintendente Altair Ferreira informou que ontem Cleberson foi levado para fazer exame de luva de parafina. "Foi constatado que ele não efetuou disparos, mas ele continua preso e irá responder pelo porte ilegal de arma", salientou Ferreira. Ele disse que uma equipe de investigação está trabalhando no caso, mas ainda não foi apurado o nome de nenhum suspeito.