Tatuagens espalhadas pelo corpo de uma jovem, executada com 11 tiros, na noite de domingo, poderão ajudar na sua identificação. Ela foi encontrada de bruços, na calçada da Rua Padre Francisco João Azevedo, Jardim Botânico.

Em 2004, a rua ficou conhecida como “Rua do Cincão”, próximo a Vila das Torres, por concentrar adolescentes que cobram valores entre R$ 1,99 e R$ 5,00 para se prostituírem.

Onze cápsulas de calibre 9 milímetros ficaram espalhadas pela rua e foram demarcadas por paralelepípedos por policiais militares, os primeiros a chegar ao local do crime.

Depois de analisar o corpo da garota, perito Cúnico, do Instituto de Criminalística, recolheu um a um os cartuchos da pistola usada pelo atirador, que, conforme apurado pela polícia, trata-se de um rapaz que vestia calça de moletom preta.

Esquina

De acordo com o delegado Rubens Recalcatti, cerca de uma hora antes de ser morta, a jovem, que aparentava ter entre 20 e 25 anos e vestia jaqueta preta de lã, casaco bege e calça jeans, foi vista conversando com uma mulher e dois homens na esquina com a Rua Ernesto de Araújo.

Por volta das 19h40, os tiros foram ouvidos por moradores. “Ela foi ferida nas costas, perna e nádegas. À medida que ele ia atirando as cápsulas iam ficando pelo caminho. Ainda não sabemos se quem atirou estava com ela antes”, comentou o delegado.

Segundo Recalcatti, a jovem tinha quatro tatuagens: o nome Rafael e um coração flechado desenhado nas costas. No braço direito, a frase “Vida Loka” e no braço esquerdo: “Amor de mãe. Amor eterno”.

Ela carregava um cachimbo para uso de crack e escondia uma faca de 30 centímetros sob a manga da blusa. No bolso, a jovem carregava apenas uma moeda de 50 centavos.