Quando estava reunido com alguns amigos em torno de uma fogueira, o presidiário Roberson Gonçalves, 22 anos, foi assassinado com um tiro nas costas e outro na nuca. O crime aconteceu na Rua Deyse Luci Berno, na Vila Guaíra, próximo à Ferrovila. De acordo com informações apuradas por policiais da Delegacia de Homicídios, o autor já está identificado. Trata-se de Adriano Ricardo de Lima, que mora próximo ao local do assassinato. O motivo seria passional.

Roberson estava com amigos, quando chegou Adriano, acompanhado de seu irmão Eder, mais conhecido como “Adão” e um colega chamado Eder, apelidado de “Edinho”. Os três se aproximaram do grupo e sem dizer uma única palavra, Adriano sacou um revólver calibre 22 e disparou nas costas do rapaz. Ferido, Roberson disse: “Não precisa fazer isso não”. Sem importar com o pedido da vítima, Adriano a empurrou no chão. “Adão” e “Edinho” não tiveram pena e, mesmo com a vítima gemendo de dor, começaram a chutar sua cabeça. Adriano encostou o revólver na nuca e efetuou o tiro de misericórdia. Em seguida, os três foram embora.

A polícia já têm a identificação e o endereço dos três autores. Eles estão trabalhando para prendê-los em flagrante, mas se for necessário o delegado Jaime da Luz irá representar pela prisão preventiva dos suspeitos

Condenado

O pai de Roberson, Arsemiro Gonçalves contou que o filho estava condenado a dois anos de prisão, em regime semi-aberto, pelo crime de roubo. Ele tinha escapado do Centro de Triagem de Piraquara, no dia 12 de fevereiro. Desde então, vinha fugindo da polícia. “Conselho de pai e mãe os filhos não aceitam”, salientou Arsemiro. Ele disse que antes de ser preso, Roberson estava envolvido com drogas, mas após fugir da prisão tinha largado o vício e a vida do crime.

Outro assassinado com balaço na nuca

O pintor de automóveis Marcelo Ribeiro Holouka, 19 anos, foi encontrado morto também com um tiro na nuca, às 4h de sábado, no Jardim Califórnia, Araucária. “Acreditamos que seja uma desova”, comentou o superintendente Edson de Andrade Vieira, da delegacia local, antes de saber a identidade da vítima, que não portava documentos quando foi morta.

Segundo Vieira, os policiais foram comunicados do assassinato e se dirigiram imediatamente até a Rua Silvio Campeli, local do crime. Embora Marcelo fosse morador do bairro, o corpo só foi identificado horas depois, por parentes que compareceram ao Instituto Médico Legal (IML). Segundo informações extra-oficiais, Marcelo e um amigo estariam sendo ameaçados por um policial militar. Por enquanto, não há vínculo comprovado entre as supostas ameaças e o assassinato.