A frota da Polícia Civil roda com placas “reservadas”. Criadas para preservar os policiais durante uma investigação, acabaram se tornando cobiçadas porque são imunes às infrações de trânsito, por mais graves que sejam, porque há um buraco negro no Departamento de Trânsito por onde escoam todas as multas aplicadas a esses veículos especiais.

A placa reservada não é só uma escaramuça para escapar das obrigações inerentes ao cidadão comum. O combustível usado para fins particulares corre por conta do Estado. Em geral, os policiais têm uma cota diária de 20 litros de combustível para o trabalho de investigação, formalidade dispensada para os delegados. Às sextas-feiras, “mordomóveis” formam fila no posto de abastecimento da Polícia Civil, na Rua Barão do Rio Branco, Centro. Prontos para viajar, alguns delegados entram na fila com familiares já dentro da viatura.

Autorização

Há casos em que se justifica o uso de placa reservada, desde que mediante controle, para conseguir resultados eficientes no combate ao crime. A justificativa para o uso delas é a segurança do policial, para que o criminoso não descubra a origem do carro.