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Violência

Final de semana violento: 12 pessoas foram mortas em Londrina

Ao menos dez pessoas morreram baleadas

  • Por Redação

Ao menos 12 pessoas morreram na noite de sexta-feira (29) e madrugada deste sábado (30), em Londrina, no Norte do Paraná. A primeira morte foi a de um policial militar, de 34 anos. O soldado Cristiano Luiz Botino chegou a ser atendido após ser baleado, mas não resistiu aos ferimentos.

A polícia destaca que os outros homicídios são isolados e não possuem ligação, mas a onda de assassinatos começou após a confirmação de que o policial militar foi morto na zona norte. Nove homens morreram após serem atingidos por disparos de arma de fogo, três deles estavam na mesma casa.

Os hospitais e unidades de saúde da cidade registraram a entrada de pelo menos 16 pessoas baleadas. Destes, pelo menos dois estão em estado grave e duas pessoas morreram, de acordo com a Polícia Militar. 

Diante da morte de 11 civis e do PM, o comandante-geral da Polícia Militar (PM), coronel Mauricio Tortato, afirmou, em entrevista à RPCTV, que a segurança na região foi reforçada. O setor de Inteligência e a Corregedoria da PM trabalhavam para que a sociedade tenha uma resposta sobre essas mortes.

“Vamos desencadear ações para apurarmos todos os fatos e ainda restabelecermos a segurança na cidade de Londrina. Queremos saber qual foi a motivação de todos os crimes e efetivamente cessarmos esse ciclo de violência que está gerando uma situação absolutamente extraordinária”, argumenta Tortato.

O coronel descartou uma ação orquestrada por organização criminosa para assassinar policiais. Entretanto, ele acredita que existam criminosos se aproveitando do momento. “Não temos, pela área de Inteligência da polícia, nenhum indicativo de determinação de mortes por facção criminosa ou de ação concentrada e planejada. Os fatos iniciais mostram algumas coincidências ocorridas em todo o estado com ênfase em Cuririba e região e também em Londrina”, detalha o Comandante-geral. ” Acredito que criminosos estão surfando nesta onda para fazer algum ajuste de contas, para assim imputar a responsabilidade na conta da Polícia Militar do Paraná”, pontua.

Ainda de acordo com o coronel, uma das linhas de investigação considera a participação de policiais nos assassinatos. “Essa é uma das linhas de investigação que estamos trabalhando. A Polícia Militar não é condescendente  com nenhuma forma de vingança, nossa pauta é pela legalidade e pelo cumprimento dos diretos humanos. Se identificarmos que há a participação de militares em ações não pautadas pela lei, para vingar a morte de quem quer que seja, todos os procedimentos previstos serão adotados”, complementou o coronel.

Ainda em entrevista à RPCTV, o secretário estadual de Segurança Pública, Wagner Mesquita, reforçou que que as mortes cometidas em Londrina foram situações extraordinárias e que serão investigadas. Sobre a possível atuação de facções criminosas em ações contra policiais, Mesquita reafirmou que não há ordem do crime organizado. “Ainda não há nenhuma ordem de crime organizado para ações contra policiais militares no Paraná. No entanto, os fatos que aconteceram na cidade de Londrina tem outra leitura, que só a investigação indicará qual é”, explicou o secretário. 

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