Brutalidade

Filha de policial é esganada até a morte no litoral

A adolescente Emanuelle Jackowski, 16 anos, filha de um policial militar, foi esganada até a morte com o cadarço do próprio calçado, em um terreno baldio perto da casa onde morava, no balneário de Santa Terezinha, em Pontal do Paraná, no litoral. O corpo da vítima foi encontrado na noite de quinta-feira, e a polícia não descarta a possibilidade de ela ter sofrido abuso sexual.

A garota estava no 3.º ano do ensino médio, no Instituto Federal do Paraná. Ela saiu da escola, em Praia de Leste, por volta de meio-dia e pegou um ônibus para casa. Ela foi vista pela última vez ao desembarcar em Pontal do Paraná, por volta das 12h30. Familiares ficaram preocupados e iniciaram buscas com apoio de amigos. Um soldado, primo da vítima, encontrou o cadáver às 21h. Próximo ao corpo havia um bilhete, escrito: “você pode trair uma amiga”.

Sem luta

Emanuelle esta completamente vestida e não tinha ferimentos que indicassem ter lutado com o assassino. Porém, a polícia não descarta que ela tenha sido vítima de abuso sexual. Apenas os exames no Instituto Médico-Legal de Paranaguá poderão verificar a suspeita.

O delegado Messias Antônio da Rosa, da delegacia de Ipanema, investiga o crime, em conjunto com a Polícia Militar e suspeita que o assassino seja conhecido da garota. O estupro pode ter ocorrido em outro lugar, e a vítima teve apenas o corpo abandonado no matagal. “Estamos investigando as pessoas com quem ela tinha mais contato. A principal hipótese é que depois da relação forçada, como era conhecido da vítima, o assassino a matou para que não fosse identificado”, explicou o delegado. A polícia investiga possível motivação passional para a morte de Emanuelle.

Outros

Emanuelle é a terceira vítima feminina assassinada no litoral neste ano. Em abril, Vânia Rodrigues França, 29, foi encontrada morta, em Guaratuba, dentro de uma valeta, com sinais de violência no rosto. No dia seguinte, José Carlos Alegre, 49, seu ex-namorado, foi preso. Ele teria praticado o crime após briga entre o casal.

Em março, Laura Joice Antunes de Paula, 23, esposa de um policial militar, foi encontrada morta, em Pontal do Paraná. Ele tinha várias perfurações nos braços, pescoço e cabeça. Em nenhum dos casos, houve violência sexual.

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