Segundo o delegado de Pinhais, toda
a família de Ângelo Pedroso está
envolvida na prática de crimes.

Em cumprimento a mandados de prisão expedidos pela Justiça, policiais de Pinhais, prenderam na tarde de terça-feira no Boqueirão (em Curitiba), Ângelo Pedroso, 26 anos. Ele é enteado de José de Lima Pinto, o conhecido “Zé da Carroça” que está detido na Casa de Custódia de Curitiba (CIC). Segundo o delegado Gerson Machado, titular de Pinhais, toda a família de “Zé da Carroça” está envolvida na prática de crimes, inclusive homicídios. A irmã de Ângelo, Jaira Aparecida Pedro Vega, é a única da família que continua foragida. O irmão, Miguel Pedroso Vega, está recolhido no Presídio do Ahu, enquanto a mãe deles, Teresa Pedro Vega, está recolhida na Penitenciária Feminina, em Piraquara.

Quatro mandados de prisão estavam expedidos contra Ângelo. Pela delegacia de Pinhais, o detido é suspeito de ter participado de um duplo homicídio, ocorrido em 7 de setembro deste ano, na esquina das ruas Altonia e Ribeirão Claro, no Jardim Pedro Demeterco. As vítimas – Márcia Cristina Martins Pereira e Paulo Emiliano de Araújo – foram assassinadas com vários tiros. Segundo a polícia, as mortes ocorreram no interior da casa de Jaira e os corpos foram arrastados até uma valeta. Os irmãos de Ângelo, Miguel e Jaira são apontados pela investigação como os responsáveis pelos assassinatos.

Outra

De acordo com o delegado Machado, Ângelo também teria participação em uma execução ocorrida na Rua Mar da Galiléia, no Jardim Acrópole, em Curitiba, no início de julho. Foram mortos na ocasião, Karin Regina Duarte Vieira, 38 anos; a filha dela, Ketlyn Vieira Lotoski, 14, e Anderson Luiz Carvalho dos Anjos, 21, amigo da família. Ângelo teria participado do crime em companhia de um comparsa.

Além desses crimes, o detido teria envolvimento também na morte do policial militar Jackson Rodrigo Francisco Leite, fato ocorrido em 6 de fevereiro de 2002. Ângelo, “Zé da Carroça” e outro indivíduo conhecido por “Cabelo” teriam cometido o assassinato, conforme investigações efetuadas na época pelo delegado Gerson Machado, que estava chefiando o 6.º DP.