Um protesto solitário feito por João Bossi, pai de Leandro Bossi, marcou o aniversário do desaparecimento do garoto, ocorrido no dia 15 de fevereiro de 1992, quando ele tinha oito anos. No sábado e no domingo, João foi até o posto da Polícia Federal, na BR-277, e estendeu uma faixa que dizia: “Leandro Bossi, sua família lhe aguarda. 12 anos desaparecido”. Ontem, durante cinco horas, ele permaneceu no local, sentado em uma cadeira, apenas expondo através dos dizeres a angústia que o acompanha há mais de uma década.

O garoto desapareceu da praia de Guaratuba, onde morava, depois que saiu para brincar. Durante todos esses anos a família do menino passou por vários momentos de expectativa e decepção à procura de Leandro. Em março de 1993, uma ossada foi encontrada num matagal de Guaratuba, junto a uma cueca infantil e um chinelo. A família reconheceu os pertences como sendo de Leandro, mas o exame de DNA confirmou que a ossada não era dele.

Entretanto, a maior frustração dos pais do menino aconteceu em agosto de 1996, quando investigadores trouxeram para o Paraná um garoto, que vivia como mendigo em Manaus, acreditando ser Leandro. A semelhança era bastante grande e a família acreditou que o pesadelo tinha chegado ao fim. Infelizmente, mais uma vez o exame de DNA deu negativo e a esperança de encontrar Leandro vivo teve de ser renovada.