Desavença política, vingança ou dinheiro? As polícias do Paraná e Santa Catarina buscam respostas para o misterioso seqüestro e posterior assassinato de Jair Iarrocheski. Suplente de vereador da cidade catarinense de Major Vieira, a 60 quilômetros da divisa com o Paraná, ele foi executado e abandonado na localidade de Rio da Várzea, na Lapa.

O seqüestro ocorreu às 7h de domingo, dentro da casa em que Jair e um rapaz de 18 anos moravam, em Major Vieira. Três homens encapuzados e bem armados obrigaram as duas vítimas a entrar em um Santana, roubado no bairro do Xaxim, em Curitiba.

O jovem contou à polícia que foi colocado no porta-malas do carro, e que Jair ficou no banco traseiro. Depois de rodarem bastante tempo, os matadores largaram o rapaz na cidade de Rio Negro, às 11h de domingo. "Ele afirma que, neste momento, não viu se Jair estava ou não no Santana", disse o policial Orlando Borges, chefe da delegacia de Major Vieira. O carro foi abandonado no mesmo dia, também em Rio Negro.

Um agricultor encontrou o corpo de Jair, às 13h de terça-feira, debaixo de pinheiros e perto de uma rua de terra, a três quilômetros da rodovia que liga Lapa a Campo do Tenente. A vítima, já em decomposição, estava deitada sobre um plástico transparente. "Certamente o levaram ali de carro. Mas ninguém disse ter visto movimentação estranha", disse o escrivão da delegacia da Lapa, Luiz Marcos, que esteve no local do crime.