Edmilson recebeu tiros
e facadas dos assassinos.

“Agora tem que matar”, foi a frase que ouviu a esposa do ex-presidiário Edemilson da Silva, 25 anos, antes dos disparos que tiraram a vida dele, no terreno de sua casa, na Rua Gabriel Corisco Domingues, próximo à esquina com a Rua Doutor Danilo Gomes, Boqueirão. O crime foi cometido por volta das 21h30 de quinta-feira. Além dos tiros, Edmilson ainda levou golpes de faca. Ninguém admitiu ter visto os assassinos.

Pelas primeiras informações colhidas pelos soldados Taborda e Zalmir, do Regimento de Polícia Montada, RPMont, dois homens conversavam com Edemilson em um canto escuro do terreno ao lado da casa. Depois dos cinco disparos ouvidos, eles fugiram para a rua e não foram mais vistos. Segundo avaliação preliminar da perita Clélia Fila, da Polícia Científica, Edemilson foi arrastado pelos familiares até a porta de residência. Clélia constatou duas perfurações de bala na barriga da vítima. “Com exames complementares poderemos verificar a quantidade exata de ferimentos”, disse. No local foi recolhido um projétil, provavelmente de revólver calibre 38.

Investigação

Ainda segundo a PM, Edemilson esteve preso por roubo e estava em liberdade condicional desde 2002. A mulher dele não soube dizer se o marido tinha alguma dívida ou rixa que pudesse ter motivado o assassinato. Tampouco sabia com quem ele conversava quando foi morto. Segundo ela, Edemilson trabalhava fazendo “bicos” com serviços de eletrônica em som para automóveis. Ele tinha cinco filhos, a menor com 6 meses e o maior com 13 anos.

O delegado Rinaldo Ivanike, da Delegacia de Homicídios, responsáveis pelas investigações, informou que ainda não tem pistas dos assassinos, mas trabalha com a hipótese de vingança. “Como ele era ex-presidiário pode ter sido algum comparsa com quem ele se desentendeu ou denunciou no passado”, disse o policial. “Os criminosos estavam com muito ódio, pois além de tiros ainda desferiram facadas na vítima”, acrescentou.

No local do crime predomina a “lei do silêncio” e ninguém se dispôs a falar sobre o assassinato. “Provavelmente muita gente viu e sabe quem é. Isto é normal acontecer nos crimes que ocorrem em invasões. Acredito que nos próximos dias as pessoas possam fornecer mais informações”, salientou. Ivanike solicitou às pessoas que puderem colaborar com a polícia entrem em contato, anonimamente, através do telefone 224-1348.