Adauto de Oliveira.

Os dois imóveis do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Adauto Abreu de Oliveira, foram arrombados no início deste mês, mas o “malandro” nada levou. Ontem o delegado e sua mulher, Mariza, estiveram na delegacia de São José dos Pinhais, para registrar a queixa da invasão na chácara. A do apartamento, situada no Centro Cívico, foi comunicada no 4.º Distrito (São Lourenço).

Adauto acredita que o invasor não era um bandido comum, mas alguém que o conhece bem. Ele teme que a pessoa tenha tentado implantar algo em suas casas. “Há um ano tentaram me incriminar com notas fiscais frias. Provei minha inocência. Pela minha atuação na Polícia Civil tem muitos colegas que não gostam de mim”, salientou o delegado, que está retornando de sua licença, nos próximos dias, mas ainda não sabe qual cargo irá ocupar. “Sou delegado. Estou aqui para servir”, afirmou.

O apartamento situado no Centro Cívico estava fechado, já que Adauto e a mulher passam mais tempo na chácara. Ele contou que, no último dia 5, uma vizinha viu a luz do apartamento acessa, ouviu vozes e móveis arrastando. “Só soube disso quando descobri que meu apartamento foi invadido. Os vizinhos pensavam que eu estava em casa”, relatou.

Adauto disse que quando chegou no apartamento notou que a porta havia sido arrombada e depois os invasores colocaram rebites, para que o estrago não aparecesse. No dia seguinte, invadiram a chácara na localidade de Papanduva, em São José dos Pinhais. Adauto comentou que o estranho é que o Rottweiler estava em casa e nada foi feito com o cão. Ele também não sentiu a falta de nada. “Nem as três peças de jóias da Mariza levaram”, acrescentou.