Agnalda Vasco.

Intitulando-se promotora do INSS e prometendo conseguir benefícios, Agnalda da Silva Vasco, mais conhecida como Maria da Glória, 67 anos, lesou vários moradores de Colombo. Ela foi presa em flagrante por estelionato, por policiais da delegacia do Alto Maracanã, quando pegava R$ 180,00 de uma mulher, que seriam utilizados para o “processo de aposentadoria” de um jovem deficiente. Agnalda confirma que pegou o dinheiro das vítimas, mas nega que tenha se apresentado como promotora. O superintendente Job de Freitas, da DP do Alto Maracanã, disse que as vítimas procuraram a delegacia. “Até agora já temos seis vítimas, mas acreditamos que o número seja maior.”

Golpe

De acordo com as vítimas, Agnalda ia até às residências e oferecia o benefício. Para dar início ao processo, ela pedia uma quantia. O valor dependia de cada caso. Uma mulher entregou R$ 280,00 no último dia 30 de outubro. Ela contou que a falsa promotora telefonou para sua casa, pedindo mais R$ 180,00. Depois entrou em contato novamente dizendo que era advogada e se chamava Maria Rita. “Ela falava que tinha fazendas, funcionários japoneses. Aí comecei a desconfiar porque nunca vi uma promotora que anda de ônibus. Fui no INSS para saber e me orientaram que avisasse a polícia. Quando ela ligou de novo dizendo que vinha pegar o dinheiro, avisei a polícia e ela foi presa. Esta mulher lesou todos os meus vizinhos”, relatou a vítima, que prefere não ser identificada.

Versão

Agnalda admite que usava o nome de Maria da Glória. “Todo mundo me conhece por este nome deste criança”, ressaltou. Ao notar que estava sendo fotografada, ela pediu um minuto e justificou: “Deixa eu arrumar o cabelo”. Em seguida, continuou relatando como tudo aconteceu. Segundo Agnalda, ela conheceu uma advogada chamada Maria Rita Alves Pereira, da qual não sabe endereço, nem telefone. As duas se encontravam em um ponto de ônibus no bairro Boa Vista. “Eu nunca me intitulei promotora. Conheci esta advogada e ela me falou que dava entrada em aposentadorias. Depois pediu para que eu encontrasse pessoas interessadas, pegasse documentos, o dinheiro e levasse para ela. Depois esta advogada iria me dar uma gratificação”, salientou. “Eu entrei nessa de gaiata e porque sou burra”, acrescentou Agnalda.