O escrivão de Polícia Civil Carlos Eduardo Carneiro Garcia foi preso na segunda-feira e está recolhido na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos. Ele e o investigador José Augusto Mendes Paredes estão com prisão preventiva decretada pela Justiça a pedido da Promotoria de Investigação Criminal(PIC). Paredes está foragido. Os policiais civis são acusados de extorsão e abuso de autoridade.

O promotor Dicesar Augusto Krepsky, da PIC, informou que no dia 12 de janeiro deste ano, os policiais civis, que estavam lotados na delegacia de Piraquara, prenderam ilegalmente Leandro Kekif, 18 anos, sob o pretexto do rapaz ser autor do homicídio que vitimou Nevilo da Silva Pereira, 22 anos, que ocorreu em um bailão no centro de Piraquara, na madrugada daquele sábado.

De acordo com a denúncia, os policiais teriam exigido R$ 2.500,00 para liberar Leandro. Como o jovem não tinha toda a quantia, teria dado ao escrivão e ao investigar R$ 500,00 e um Fusca. O dinheiro o rapaz emprestou de uma tia. Mediante o suposto pagamento, Leandro foi ouvido como testemunha do crime, já que estava na boate. “O rapaz pagou por temor à represálias e para não ser preso em flagrante por um crime que não havia cometido”, explicou Dicesar. Ele disse que quem teria intermediado a negociação seria um advogado, que está identificado, mas não teve a prisão decretada. “Estes dois policiais civis já contam com antecedentes por tráfico de drogas e corrupção, inclusive na esfera administrativa. Já foi proposta a exoneração dos mesmos”, salientou o promotor. Ele adiantou que investiga outros crimes em que os policiais civis são suspeitos de envolvimento.

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