Os dois homens mortos no domingo, em Mandirituba, faziam parte de uma quadrilha especializada em venda de armas e podem ter sido vítimas dos comparsas.

Maciel José Gelasco, 26 anos, e Walter Monteiro da Silva, 46, foram encontrados amarrados, com tiros na testa, perto de um carro na Estrada do Espigão das Antas, na zona rural da cidade. Como alguns integrantes da quadrilha foram presos recentemente, a polícia não descarta que eles tenham sido executados em “queima de arquivo”.

Na chácara onde a dupla foi morta, de acordo com denúncias, funcionava um centro de distribuição de armas trazidas do Paraguai. A quadrilha que as vítimas faziam parte também era apontada como responsável por roubos a ônibus de turismo.

Em 10 de julho, policiais da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) prenderam Carlito de Oliveira, 49, chefe de Maciel e Walter, que era procurado por roubo e falsificação de documentos.

Também foi preso Ataíde Alves, 45. A polícia acredita que eles possam ter mandado matar os antigos comparsas para que não passassem informações sobre a atuação do grupo.