O proprietário de um mercado foi executado com pelo menos 15 tiros, no início da noite de sábado, na Cidade Industrial. Menos de uma hora antes, um homem foi morto, com cerca de 50 balaços, em Fazenda Rio Grande.

Ele seria funcionário do comerciante e a polícia investiga se há ligação entre os crimes. Joel Vieira de Aquino, 32 anos, foi surpreendido por dois marginais encapuzados e fuzilado na frente de seu estabelecimento, na Rua Desembargador Cid Campelo, esquina com a Rua Leopoldo Lesniowski, Vila Rose.

O motivo do crime ainda não foi apurado, mas a polícia descartou a hipótese de assalto. De acordo com testemunhas, Joel estava parado em frente ao mercado quando a dupla desceu de um veículo preto e começou a atirar.

O homem ainda tentou se refugiar, mas tombou morto dentro do comércio. Foram recolhidas cerca de 30 cápsulas de pistolas calibres 380 e ponto 40. Em meio à fuzilaria, clientes e funcionários do mercado se desesperaram. Houve gritaria e correria, porém ninguém mais foi atingido pelos disparos.

Investigação

A Delegacia de Homicídios ainda não sabe o motivo do crime. Conhecidos de Joel contaram que ele era uma pessoa de bem, sem envolvimento com drogas. Pela quantidade de disparos, a polícia trabalha com a hipótese de execução e descartou a possibilidade de latrocínio (roubo com morte).

Caso se confirme que Adriano Marcelo Maurício de Souza, 31 anos, executado em Fazenda Rio Grande, era funcionário de Joel, os dois assassinatos poderão estar interligados, já que ambos foram praticados de forma semelhante, com vários disparos de pistolas e participação de um veículo escuro. Além disso, o espaço de tempo de um crime para o outro é compatível com a distância entre os locais.