Continuam foragidos o advogado Peter Amaro de Souza e o suposto policial militar conhecido como Sky, que tiveram o mandado de prisão provisória decretado na última quarta-feira, quando foi deflagrada a Operação Tentáculos.

De acordo com o delegado Luiz Alberto Cartaxo de Moura, da Delegacia de Homicídios, prosseguem as diligências e investigações sobre os crimes atribuídos ao grupo. Ontem, policiais da DH foram até a casa do ex-policial militar Moacir Possamai Girardi, um dos presos durante a operação e acusado de ter participado do assassinato do major Pedro Plocharski, em janeiro deste ano. Segundo Cartaxo, foram encontrados na casa de Girardi três carros: um Santana, um Citroën e um Honda Civic. Os três veículos serão periciados para verificar se são roubados.

Realizada pela Polícia Federal e Secretaria Estadual de Segurança Pública (SESP), a Operação Tentáculos desmantelou uma das maiores quadrilhas formadas por policias militares envolvidos com o crime organizado. As investigações da PF apontam o envolvimento de oficiais com tráfico internacional de armas e drogas, roubo de estabelecimentos comerciais e transporte de valores, roubo e receptação de veículos e organização de milícias armadas.

Foram presas 33 pessoas, entre elas onze PMs (da ativa, aposentados e exonerados), além de advogados e traficantes. O ponto de partida para as investigações foi o assassinato, em janeiro deste ano, do major Pedro Plocharski, então comandante do 13.º BPM.

Amanhã, o governador Roberto Requião participa de uma solenidade no 13.º BPM, onde promoverá o major Plocharski a coronel e um busto em bronze, em sua homenagem, será colocado na sede do Batalhão. De acordo com Requião, a homenagem póstuma é uma forma de exaltar o trabalho desenvolvido por Plocharski, que tentava acabar com o envolvimento de policiais com o crime organizado.