Em menos de 24 horas, a chamada Gangue do Maçarico assaltou duas agências bancárias em Quatro Barras. O primeiro alvo da quadrilha foi o banco Itaú, que fica na Avenida Dom Pedro II, a 100 metros da delegacia da cidade, e teve um caixa eletrônico arrombado pouco antes das 7h de sexta-feira. Na madrugada de ontem, a gangue agiu novamente no Banco do Brasil, que fica próximo ao Itaú, no centro da cidade. Mas dessa vez, o desespero tomou lugar da ousadia e os marginais deixaram cair notas de R$ 50, totalizando R$ 26.250,00. A gerência do banco não soube informar quanto foi levado da agência.

Segundo o investigador Ronaldo de Almeida, da Delegacia de Quatro Barras, os marginais arrobaram a agência e um dos caixas eletrônicos com o maçarico. “Eles usaram uma lona preta (blecaute) para evitar que a luminosidade chamasse a atenção. Normalmente, eles também usam água para resfriar o maçarico e não queimar as notas”, contou o investigador.

Ele informou que a Polícia Militar recebeu ligação anônima durante a madrugada de alguém que notou uma movimentação estranha em frente ao banco. A Polícia Militar foi ao local e se deparou com o banco arrombado e o dinheiro caído no chão. As notas estavam molhadas e com cheiro forte de queimado. “Com medo de serem surpreendidos, eles fugiram rapidamente deixando dentro do banco as notas de R$ 50”, contou Ronaldo.

Quando eram por volta de 5h20, a equipe da PM chegou à delegacia com o dinheiro apreendido, que será devolvido ao banco. Ronaldo informou que a polícia deverá solicitar imagens de câmeras instaladas na agência, localizada na Rua Sergio Pereira Alves, que cruza a Avenida Dom Pedro II, a poucos metros do Itaú, onde também existe um poste com uma câmera instalada.

Empresa

Além do assalto ao banco, uma empresa de transporte que era dirigida pelo atual prefeito da cidade, foi roubada durante a madrugada. Segundo testemunhas, por volta de 3h30 de ontem, sete homens invadiram o local, fizeram reféns e fugiram levando o cofre. Mais uma vez a polícia deverá solicitar imagens de câmeras de segurança para chegar aos autores do crime, que podem ser os integrantes da gangue do maçarico.