Quatro homens foram presos na manhã de ontem por policiais do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especiais (Tigre), acusados de integrar uma quadrilha, responsável por vários assaltos e também por ameaças de seqüestro a um empresário, em Curitiba.

O segurança Jorge Marcelo Alves Matricarde, 30 anos, apontado como mentor dos crimes, agia juntamente com Thiago dos Santos Florão, 20; Eliel Silvestre Freitas, 23, e Ivan Batista Marcondes, 37.

Com eles foi apreendida uma arma de fabricação israelense, bem como um revólver calibre 38, uma pistola calibre 380, radiocomunicador, coletes à prova de balas e documentos falsos.

A investigação começou há aproximadamente dois meses, quando o empresário procurou a polícia para denunciar ameaças de seqüestros contra ele e seus filhos. “Durante as investigações, descobrimos que era o segurança que dava as informações sobre a família da vítima para a quadrilha. Descobrimos também que eles são responsáveis por outros assaltos”, contou o delegado Sílvio Rockembach, do Tigre.

Segundo ele, o grupo já foi reconhecido por vítimas de assaltos contra uma empresa em Araucária, contra uma igreja evangélica e contra a casa do empresário ameaçado.

Prisão e suborno

Na manhã de ontem, os suspeitos se preparavam para assaltar uma agência bancária, em São José dos Pinhais. A polícia fez a abordagem e, além de evitar a ação criminosa, apreendeu as armas, os coletes e documentos falsos que seriam usados no crime.

Na delegacia, os três confessaram os crimes, inclusive as ameaças de seqüestro. “Eles confirmaram que haviam sido contratados por Jorge e recebiam dele todas as coordenadas para os delitos”, completou.

Na hora da prisão, os quatro ofereceram R$ 10 mil e uma EcoSport aos policiais para serem liberados. “Eles também vão responder por corrupção ativa”, completou o policial.

Depois dos roubos, a quadrilha se reunia em Balneário Camboriú, no litoral catarinense, onde havia comprado imóveis com o dinheiro roubado. “Eles agiam aqui e investiam lá, para onde pretendiam se mudar em breve”, disse o delegado.